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Cristãos vivem excluídos na Índia
Ore pela nação que enfrenta as consequências do extremismo hindu



Aditi vai continuar os estudos graças ao apoio de cristãos espalhados pelo mundo

No dia da República da Índia, a Portas Abertas convida as igrejas brasileiras para orarem pelos irmãos e irmãs do país, já que o encontro com Cristo pode ter muitas consequências para uma família indiana. Aditi* de 16 anos logo percebeu a diferença no tratamento dos vizinhos. “Quando escolhemos nos tornar cristãos, as pessoas em nossa aldeia começaram a zombar de nós por abraçarmos uma fé estrangeira. Elas se recusaram a ter qualquer contato conosco”, conta. A família que já era pobre ficou com mais problemas, pois perdeu o apoio financeiro de alguns parentes. Um dos resultados seria a interrupção dos estudos da adolescente.

A renda da família vinha da agricultura, e na época da colheita o pai de Aditi sentiu o impacto da conversão novamente. Ele não conseguiu ajuda dos vizinhos, e até as tentativas de contratar pessoas da vila foram frustradas, já que ninguém da vila queria proximidade com a família cristã. “Em muitas ocasiões eu questionei Deus sobre o que havia feito de errado para provocar a animosidade. Eu senti que Deus estava muito longe da minha situação para me entender. Minha esposa também disse que se sentiu amarga quando olhou para a vida de outras pessoas que estavam florescendo, embora não conhecessem a Deus”, testemunha o cristão.

Gotas de esperança

Com os corações pesados, o casal buscou a Deus em oração: “o Espírito Santo me lembrava que ele cuidaria da minha família. Aprendemos a agradecer a Deus por sua graça e misericórdia e por cada pequena bênção em nossas vidas”. Mas as coisas pioraram ainda mais, quando os aldeões foram até a casa da família e proibiram que utilizasse os recursos públicos da comunidade, como a água. Mesmo com tantas dificuldades, os indianos mantiveram a fé e não pararam de interceder pela conversão dos perseguidores.

A Portas Abertas entrou em contato com a família e passou a ajudar nas despesas com os estudos de Aditi. “Sempre me surpreendo como Deus trabalhou de maneira misteriosa para responder às nossas orações e atender às nossas necessidades. Todo esse tempo o Senhor só queria nos ensinar como confiar nele, e agora no final sabemos que ele é digno de confiança. Nunca nos abandonou ou nos envergonhou”, reconhece a jovem. Os cristãos ainda passam por dificuldades por causa da fé, mas mantêm a certeza de que o Senhor está cuidando deles em cada detalhe.

*Nome alterado por segurança.

Pastores são assassinados na Africa.

Pastores são assassinados na República Centro-Africana
Os dois líderes foram mortos porque desobedeceram às ordens de interromper as atividades das igrejas na região



Pastor Redimo foi um dos líderes mortos durante um ataque de milícia na República Centro-Africana


A alegria, resultante das comemorações de Natal, deu lugar a lamentos e lágrimas para duas famílias e igrejas, pela perda de seus líderes na República Centro- Africana. No dia 25 de dezembro, os pastores Michel Archange Redimo e Paul Orosio foram mortos por integrantes do Movimento de Libertação do Povo Centro-Africano (MLPC). Os ataques aconteceram enquanto retornavam de um culto de Natal, onde aproveitaram para ordenar um novo pastor em Vafio1, vila próxima a Batangafo.

Um homem que estava passando de bicicleta no local foi testemunha do crime. “Os pastores estavam andando na moto, quando de repente três homens carregando rifles Kalashinokov apareceram atrás deles e atiraram neles. Pastor Redimo, que estava sentado atrás, foi atingido na cabeça. Pastor Orosio foi atingido no peito. Ambos morreram no local”, conta. Após atingir os líderes cristãos, os autores dos disparos afirmaram que isso aconteceu porque eles desobedeceram às ordens de interromper os trabalhos das igrejas cristãs na região.

No dia seguinte, os corpos dos pastores foram enterrados no mesmo local onde realizaram um último culto, em Vafio1. O líder que dirigia a moto era Orosio, de 51 anos. Ele era casado, tinha seis filhos e cuidava da assembleia local da Federação Evangélica de Igrejas dos Irmãos (FEEF), em Kabo. Já Redimo, que estava na garupa, era coordenador da FEEF na região de Ouham, com base em Bouca. Ele deixou esposa e 16 filhos. A família de Redimo foi levada para Bangui e está sendo cuidada pela igreja local. Já a víuva de Orosio e os filhos continuam em Kabo.

Apesar da República Centro-Africana ser um país que tem uma missão de manutenção da paz das Nações Unidas, denominada Minusca (Missão Integrada Multidimensional de Estabilização da ONU na República Centro-Africana), os membros da igreja dos pastores assassinados ficaram abismados com a inatividade da Minusca em relação ao acontecimento.

Cristão é condenado por pregar via celular no Irã A sentença que ele recebeu foi de três anos de prisão



Ismaeil Maghrebinejad foi condenado por ter um grupo para propagação de assuntos cristãos no Telegram (foto: Article 18).


Mais um cristão foi condenado a três anos de prisão no Irã, informou o site britânico Article 18, que trabalha pela liberdade religiosa no país. Ismaeil Maghrebinejad, de 65 anos, recebeu a sentença por “insultar as crenças islâmicas sagradas”. Em janeiro de 2019 ele foi detido enquanto estava em casa, sob as acusações de propaganda contra a república islâmica e participação de um grupo hostil ao regime do país. A acusação de apostasia poderia resultar em pena de morte, mas ela foi retirada durante uma audiência em novembro do mesmo ano. 

O cristão havia criado no Telegram um grupo para propagar o evangelho, e o juiz entendeu que o crime configurava como propaganda contra o governo iraniano. Outra situação que prejudicou Ismaeil foi ele ter compartilhado uma piada falando dos líderes religiosos do Irã, via celular. Então ele foi acusado de "insultar as crenças sagradas islâmicas on-line". A fiança do cristão aumentou dez vezes quando ele negou, ao juiz, ter insultado a antiga religião, e justificou que até mesmo os líderes religiosos islâmicos divergiam na questão de apostasia. 

Desde o encontro de Ismaeil com Jesus, há 40 anos, ele tem sido assediado pelas forças de segurança do Irã. No último ano, a filha do cristão, Mahsa, acreditava que o pai estava sendo perseguido porque ela e o esposo Nathan pastoreiam iranianos pela internet, enquanto residem nos Estados Unidos. Outra retaliação que a família enfrentou aconteceu quando a esposa de Ismaeil morreu em 2013, ela não pôde ser enterrada em um cemitério cristão, mesmo sendo convertida desde 1999. Todos os ofícios fúnebres aconteceram de acordo com os ritos muçulmanos, e apenas cinco pessoas tiveram autorização para participar da cerimônia. 

Além de não ter a visão, Achiam enfrenta o preconceito dos familiares e vizinhos por causa da fé

Cristã ex-muçulmana cega é única testemunha de Jesus em vila
Achiam teve um encontro com Cristo enquanto estava na escola especial no Chade.




Além de não ter a visão, Achiam enfrenta o preconceito dos familiares e vizinhos por causa da fé.


Quando um muçulmano decide seguir a Jesus, precisa estar consciente das consequências da nova escolha. Alguns enfrentam o desprezo dos familiares e vizinhos, outros se encontram na pobreza ao perderem os empregos. Muitos ficam à margem dos serviços públicos, por serem cristãos convertidos. A situação de uma pessoa com necessidade especial é ainda mais vulnerável, prova disso é Achiam*, uma jovem deficiente visual de 20 anos que vive no Chade.

Ela é a única seguidora de Cristo na aldeia, onde moram cerca de outras duas mil pessoas. A cristã recebeu a equipe local da Portas Abertas em uma cabana feita de tijolos de barro e telhado de palha. Achiam também estava de passagem pelo local, já que era o período de férias escolares. Em 2005, a jovem foi aceita em um colégio para cegos e lá teve contato com o evangelho. Seis anos depois de frequentar a igreja com os colegas, ela decidiu entregar a vida a Jesus e viu as mudanças acontecerem de dentro para fora. Os pais dela também perceberam alterações nos comportamentos da filha. “Dentro de alguns dias, perceberam que eu não orava mais como eles. Meu pai me perguntou qual era o problema. Confessei que havia me tornado cristã e que não seguia mais o islã”, conta.

O pai de Achiam tentou compreender as causas das mudanças, mas foi em vão. Ele não entendeu e mudou o tratamento com a filha. “Eu era considerada a pior coisa que já havia acontecido com a família. Todos na comunidade tinham algo a dizer sobre o meu caso. Sou a única mulher da família que teve a oportunidade de ir à escola, e as pessoas da vila disseram ao meu pai que a minha conversão aconteceu porque ele me permitiu ter educação”, testemunha. Como resultado, a cristã ex-muçulmana enfrentou todo tipo de assédio para convencê-la a retornar ao islã. Porém, sem sucesso.

Desafios de ser cristã em família

Nos três meses de férias que passa em casa, Achiam encontra muita dificuldade em professar a fé. O irmão mais velho inventa motivos para bater nela com a bengala. Quando decide orar, alguém interrompe chamando-a do lado de fora de casa, ela vai conferir quem é, mas não encontra ninguém. “Agora, se eu quiser orar, espero até tarde da noite quando todo mundo está dormindo. Então, sei que posso interceder sem que ninguém me pare”, revela.

A jovem cristã não recebe ajuda de outras pessoas quando precisa, já que a fé dela é diferente. Também tem pouca convivência com outras pessoas. "Não posso compartilhar sobre minha fé com ninguém. Ninguém quer me ouvir. Portanto, durante o período de férias, não há com quem discutir minha crença. Estou sozinha”, explica. Entretanto, mesmo diante dos desafios, Achiam não pensa em desistir. “Sei que o fim dessa situação não é para amanhã, mas também sei que meu Deus continuará me sustentando. Eu disse a minha família que estou com Cristo, e que nada no mundo me faria mudar de ideia. Meu Deus me sustenta desde então, por isso não temo nada”, conclui.

*Nome alterado por segurança.

Após enfrentar perseguição em casa, Halida está apta para liderar ministério de mulheres na Ásia Central

Perseguição prepara cristã para ministério com mulheres
Mesmo com as opressões governamental e midiática, a igreja secreta cresce na Ásia Central
há 3 dias



Após enfrentar perseguição em casa, Halida está apta para liderar ministério de mulheres na Ásia Central

A Portas Abertas contou a história de Halida*, uma ex-muçulmana que teve um encontro com Jesus durante o mês sagrado do Ramadã, na Ásia Central. As consequências da descoberta do filho de Deus foram a cura de uma depressão profunda e a perseguição da família. Ela também sofreu agressão dos parentes e teve que deixar o local onde morava. Mesmo com a retaliação pela mudança de fé, a cristã não tinha mais espaço para a amargura e o ódio no coração. Ela resolveu orar pelos familiares e após um mês, foi aceita de volta em casa. Mas ainda enfrenta oposição por causa de ser uma seguidora de Cristo.

Além de encontrar a cura, Halida também entendeu o propósito da vida dela em Jesus: apresentar a Cristo e discipular outras mulheres. “Deus salvou e mudou minha vida com o amor dele. Agora eu quero compartilhar isto com outras pessoas”, justifica. Ela reconhece que a hostilidade que enfrentou não foi em vão e a tornou mais habilitada para ajudar outros. “Vou servir mulheres que sofrem violência e perseguição em suas famílias. O ministério para mulheres se tornou uma paixão do meu coração”, reconhece.

Hoje, Halida é líder de um grupo secreto de cristãs. Ela sonha alto com a construção de um centro de ajuda psicológica para outras mulheres. A partir do estreitamento dos laços de amizade e confiança, ela acredita ser possível compartilhar o evangelho. Apesar de crer que os planos para o futuro são possíveis, as circunstâncias no país onde vive dificultam mais a vida dos seguidores de Jesus. Alguns deles já foram assediados, espancados e humilhados pela polícia.

Os canais de TV estatais também contribuem para a intolerância religiosa no país. Eles se referem aos cristãos como “feiticeiros, bruxos e cartomantes” e pedem que a população lute contra eles para que a religião islâmica seja purificada. Além disso, vários missionários foram deportados do território. Apesar das investidas, Halida acredita que a opressão revela o quanto a nação precisa do evangelho, e se diz surpresa pelo crescimento do ministério, mesmo com a repressão das autoridades. “É claro que eles podem nos prender, nos vencer e nos assustar - e fazem isso. Mas eles não podem tirar o amor e a esperança das nossas vidas”, conclui.

*Nome alterado por segurança.

Cristã atacada foi a segunda vítima do extremista islâmico no Egito

Após ter pescoço cortado, cristã sobrevive
O extremista já tinha atacado outra mulher no Egito
há 2 dias


Cristã atacada foi a segunda vítima do extremista islâmico no Egito

A Portas Abertas contou a história de Catherine Ramzy Mikhail que teve o pescoço cortado por um extremista islâmico logo no início de 2020. O motivo do ataque foi porque ela estava sem o hijab, o véu que as mulheres muçulmanas costumam usar. O incidente aconteceu enquanto a cristã estava indo até uma mercearia em Gizé, no subúrbio de Cairo, Egito. “De repente, um homem me agarrou por trás e tampou meus olhos com a mão esquerda, levantou a minha cabeça e cortou minha garganta da esquerda para a direita. Ele gritou ‘Allah Akbar (Deus é grande, em árabe). Eu estou lhe matando porque você está sem véu na cabeça’", conta a vítima.

Ela sentiu uma dor aguda vinda do pescoço, conseguiu escapar e foi ajudada por pessoas que estavam em um café próximo. Eles levaram Catherine até o hospital e encaminharam o agressor, Mamdouh A. à delegacia. Foi a segunda vez que o homem de 31 anos atacou uma cristã da mesma forma. A outra vítima chamada Mary Gamil também subsistiu, e o extremista foi solto porque a polícia alegou que ele tinha uma doença mental. “O cirurgião disse que o corte foi na terceira camada do meu pescoço, cortando através dos músculos. A incisão parou alguns milímetros da minha artéria carótida. É um milagre, eu sobrevivi”, testemunha Catherine.

O radical está passando por outro exame psicológico, mas a cristã não acredita que o problema seja este. “O que aconteceu comigo foi um ataque terrorista, um extremista agindo de acordo com as crenças dele. Se ele sair às ruas novamente, vai repetir o crime e mais mulheres serão vítimas”, explica. Catherine e as quatro filhas estão chocadas e com medo de voltar à vida normal. “Eu não consigo esquecer o que aconteceu comigo. Eu não me sinto segura, mas com medo. Por favor, orem por mim”, pede.

Cristãos aos redor do mundo foram convidados para interceder pela Nigéria

Nigéria

Cristãos do país são afetados pelos ataques extremistas, corrupção e crime organizado
há 2 dias


Cristãos aos redor do mundo foram convidados para interceder pela Nigéria

A Associação Cristã da Nigéria (CAN, da sigla em inglês) convocou os cristãos para três dias de intercessão pelo país, que enfrenta os resultados dos frequentes ataques de grupos como o Boko Haram. A partir de hoje, 31 de janeiro, até 2 de fevereiro, os líderes cristãos também estarão concentrados em clamar pela intervenção de Deus por Leah Sharibu, a adolescente que há dois anos foi sequestrada pelos radicais. Outros pedidos de oração envolvem a segurança dos soldados que combatem os insurgentes, bem como a família do pastor Lawan Andimi, que foi sequestrado e morto pelos extremistas.

O pastor Joseph Hayab, presidente da CAN convidou a todos os seguidores de Jesus para interceder pela Nigéria. “Nós estamos de luto pela calamidade que nos aconteceu. Estamos de luto pela falta de progresso que estamos experimentando em nosso país. Pedimos a Deus que ouça nosso clamor”, justifica. A nação está em 12º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020, com 80 pontos.

Os cristãos do país enfrentam a opressão islâmica, o antagonismo étnico, a paranoia ditatorial, a corrupção e o crime organizado. O Índice de Terrorismo Global 2019 ranqueou a Nigéria como o 3º lugar mais afetado pelos atentados radicais. O governo frágil não consegue ter respostas efetivas para conter a violência, por isso as investidas contra os discípulos de Jesus estão cada vez mais impunes.